quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vivenciando os mitos de Aset


Há quanto tempo não posto aqui, né? Acho que o blog tá precisando de novidades.
Eu pensei em contar mais sobre as Faces de Aset, mas antes disso, vou falar um pouco da vivência do mito dela.

Acho que já mencionei que, quando vc escolhe consagrar seu sacerdócio a uma divindade, Ela vai entrar na sua vida com tudo. Com força. Isso significa que você acaba vivenciando, de uma forma ou de outra, os mitos daquela divindade ao longo da sua vida.

Eu estou vivendo isso e também percebo isso em outras pessoas que decidem entregar sua vida a Aset.

Então, resumindo: Aset nasceu do ventre de Nut, já apaixonada por Wesir. Eles se casaram. Nebt-Het se passou por Aset um dia em que Ela não estava, e engravidou dele. Teve Yinepu, que foi criado por Aset com muito amor. Set mata Wesir, que se torna Rei do Submundo. Aset tem Heru, filho dela com Wesir, que acaba se tornando rei do Mundo dos Vivos. E quando Aset toma o poder de Ra (depois de salvar seu filho Heru), ela consegue abrir os portais do Submundo pra ir ficar com seu Amor sempre que quiser.


Pois bem. Aset sempre, sempre teve que batalhar para conseguir as coisas na vida dela. Isso é uma das coisas que todo devoto dela acaba vivenciando também. É claro que Ela nos abençoa com um monte de coisas, mas também nos faz lutar por aquilo que queremos. Nada vem assim, de mão beijada. Aset nos faz enfrentarmos nós mesmos, aspectos que precisamos lidar pra conseguir o que queremos.

Ela nos traz o interesse por Magia, nos traz o desenvolvimento do nosso Poder pessoal, nos traz Amor. Aset também acaba trazendo o aspecto de Mãe para a vida de suas sacerdotisas em algum momento da vida. Que bom que ainda não está na minha hora pra essa vivência, mas conheço uma Sacerdotisa que vivenciou isso  muito claramente, ganhou um filho de Aset. E também viveu o mito de Aset quando teve que salvar seu filho do perigo.

E o Amor... ah, isso é uma dádiva muito, muito grande de Aset. E é interessante a forma que ela faz isso.
Aset já formou uma família do zero em questão de um ano, com filho e tudo. Não para um devoto dela, mas para alguém que pediu um Amor. Ela trouxe o Amor todo de uma vez, e essa família está bem feliz, mesmo que nada tenha sido como esperado.

Por outro lado, os devotos de Aset acabam por vivenciar um outro aspecto, um tanto Persefoniano dessa Deusa - Aset nunca teve tudo ao mesmo tempo, como é possível perceber em seus mitos. Quando Wesir morreu, ela ficou sozinha. Ela o procurou por todos os lugares, encontrou todas as suas partes e o reviveu por tempo suficiente para fazer Seu filho Heru. E aí, Set matou Wesir novamente. A partir de então, Wesir ficou no Submundo, tomando conta de tudo por lá, enquanto Aset treinava seu filho Heru no mundo dos vivos para ser Rei. Então, enquanto Aset fica com seu precioso filho no mundo dos vivos, ela fica longe de seu Amor; e quando vai ao encontro do Seu amor, se distancia de seu filho e da Terra de que ela toma conta.

Eu tenho notado esse aspecto de Aset extremamente forte em algumas pessoas que escolhem cultuá-la - ter que abrir mão de algo muito importante para ter outra coisa de igual valor. Estar sempre dividida entre os mundos para ficar com as coisas - e pessoas - que importam. Um tanto Perséfone, não é?

I am that secret queen, Persephone,
All tides are mine, and answer unto me,
Tides of the airs, tides of the inner earth,
The secret silent tides of death and birth - 
Tides of men's souls, and dreams, and destiny - 
Isis veiled and Rhea, Binah, Ge.

Isso pode ser um tanto incômodo algumas vezes, porque o coração está sempre dividido. Por outro lado, são duas casas, dois lares. Conhecer lugares diferentes, aprender a lidar com aspectos de si mesmo que de outra forma não o faria, aprender muito sobre você mesmo e sobre a Deusa. Perceber quantas dádivas Ela te oferece. E o mais importante, um Amor muito, muito bonito.

Ah, sei lá, esse post acabou sendo um pouco de desabafo também. Desde o começo do meu caminho mágico eu enfrento esse lado Perséfone, que acabou se unindo com Aset. E eu lido com essa divisão de mundos o tempo inteiro. E tenho percebido agora como harmonizar isso. Aset tem me trazido tantas bênçãos... até mesmo essa divisão de mundos está sendo um tanto importante.

A Naelyan escreveu um pouco sobre como é servir Aset também.

No final das contas, tudo pede um sacrifício. Então... viver a divisão de mundos pode valer a pena. Muito mesmo. =)




2 comentários:

  1. Uff quanto tempo que não têm um post novo , adoro quando você conta os mitos de Aset e quando conta um pouquinho da sua vida.

    PS: Ahh danada eu vi você fazendo karaoke de Alone

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  2. Eusou um dedicado de Ísis e estou vivendo um momento não muito bom e estava desgostosos até coma minha crença (logico que nunca pensei mal de meus Deuses por problemas em minha vida)mais eu tive um momento muito dificil e vc fez atraves desse post eu entrar novamente no mito de Aset ter a oportunidade novamente de renascer do mundo dos mortos, porque essa vivencia com Aset que eu tenho e esse texto me ajudou muito, pode acreditar que vc vai ser uma grande sacerdotiza da Senhora, pois vc despertou algo em mim nesse texto que nunca havia sido despertado.
    Agradeço a Ísis, e a vc por ter sido um instrumento dela até mim muito obrigado!

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